Blog pessoal da Carol. Mantenho o blog desde 2009 para compartilhar histórias e sentimentos que eu não sei como lidar.
sábado, 2 de junho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Ana Aléxia
Ana Aléxia se olha no espelho
Com a mão tira um fio de poeira
nos olhos as lagrimas e o vermelho
na face uma esquálida caveira
Invejando as mulheres belas
sua imagem era pura agonia
não era preciso radiografia
para ver suas costelas
Seu formato não seguia normas
em suas mão estranhas formas;
O que era um indicador
o que era um polegar?
Dedos finos sem pudor
afinando sem cessar
De longe pareciam dois palitos
Seus braços e pernas esquálidos
Ana Aléxia, em osso e coro
Como um palito de fosforo
estalando em brasas
Imagem sombria que escorraça
que ao queimar torna-se preto
subiu aos céus com suas asas
Deixando no mundo sua carcaça
Em formato de esqueleto
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domingo, 6 de maio de 2012
Ó vida, ó céus
Viver, pelo que me contam
e ser levado por um rio
sozinho soturno e sombrio
Viver, pelo que me contam
é deslizar pelo ermo
com medo, com frio e enfermo
Sonhar, pelo que me contam
é necessário nessa vida
para secar cada ferida
e cada lagrima que aqui derramam
O meu grande medo
é que ao chegar no fundo
eu olhe para isso tudo
e não tenha valido a pena
Mas, ora, porque fazer cena?
Se eu só deslizo mundo a fora?
Não sou eu que decido se fico ou vou embora
Pequena estrofe
O que é uma vida sem o amor?
é um chip fora do celular
como um arco-iris sem cor
o ser humano é feito para amar
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