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quinta-feira, 21 de março de 2019

Tempo

O outono é um garoto
Empinando pipa no vento
chega sorrindo, maroto
Cheio de vida e de tempo
O inverno é um velho
Vem sem ser chamado
Chega logo em prantos
Com seu cajado curvado
e seus cabelos brancos.

(Fruto de Tipuana. Eleito, por mim, o simbolo do outono curitibano)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Sad poem by a sad heart

All I ever done was to be true
But I guess you had to leave
And I had to learn how to live
Far far away from you

Why is it, every time
I give my heart away
People leave me someday
And break the heart of mine?

No one wants to be by my side
I can not easily hide
It makes me afraid
It breaks me from the inside


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Hoje




Eu estava lá sentindo pena de mim mesma. Me peguei parada no ponto de ônibus em  pleno inverno curitibano. Não, não era um tubo, era um ponto aberto na Amintas de Barros. Eram seis da tarde, noite né, porque já estava escuro. 
Eu estava com febre, devido a uma infecção urinária. Eu faltei a aula de manha, e estava me sentindo uma porcaria.O dia no estagio foi meio bosta, descobri que estava escrevendo um arquivamento faziam três dias quando na verdade só precisava ter feito um contato, um pessoal que eu tinha que contatar não atendeu o telefone, uma velinha falou mal dos serviços prestados pela Promotoria de Justiça que eu trabalho.
Ninguém podia me dar uma caroninha pra casa, ninguém. Nem meu pai, nem minha mãe, nem meu namorado, amigas... Ninguém. Não que eu tenha perguntado, sabia que todo mundo estava ocupado. Estava lá no ponto, só pensando em merda. Com saudades de gente que não merece, me martirizando por coisas que eu nunca fiz, pensando mal de quem me quer bem. Pensando em todas as pessoas que eu queria ver, mas só converso por celular. Pensando em coisas que eu deveria ter feito.
Eu sabia que não havia nada de errado com tudo que estava acontecendo comigo, era um dia normal, que nem estava tão ruim assim na verdade. A auto-piedade é como uma camada de sebo que fica em volta da gente nos protegendo da realidade, e quando e falo realidade incluo a nós mesmos. Essa camadinha escrota de sebo é um ranço que fica ali poluindo nosso dia-dia, dando um ar enjoativo a todos os nossos momentos que não deveriam ser tão bosta. Quantos momentos legais eu já não perdi escapulindo da vida "protegida" por essa camadinha de sebo? Me sinto como um sabonete que toda vez que a vida aperta pula por entre seus dedos, furtivo. La dentro daquele cazulinho de auto-piedade está uma carol-lagarta, que sabe que aquele ranço foi gerada por mim mesma, de forma consciente e que ao mesmo tempo que eu quero me livrar dele, estou dentro da minha zona sebosa de conforto. Tipo uma placenta.
Será que um dia eu vou sair daqui? Deixar de ser um feto, virar uma borboleta? Como que faz pra limpar essa camada de auto-piedade aqui dentro e ao mesmo tempo fora de mim?
O ônibus chegou e eu fui para casa. Mas fiquei no aguardo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

um oceano no fim do caminho

Grito as ondas o meu apelo
me calo diante deste azul tão belo
tudo nessa vida é tão pequeno
se comparado ao oceano

E eu que sou tão fraca
Sucumbo em um mergulho
submergindo meu orgulho
Como uma baleia-franca

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

cigarrilha

La cosa que ella mas odia cuando estás borracha es que le digan que está borracha. Miro al espejo y encontro la pareja de ojos azules que estaban tan obscuros, cubiertos con un humo negro de maquillaje y de cigarrilhos. Rojos y semiabiertos, todo lo que vian era una image que no identificaban como suya.
Ella salio del banõ y aliento el humo del aire. Olía a hierbabuena y vergüenza. Los hombres la cercaban y ella dançaba milongas y bolero con todos que aceptaban. Sin saber cómo, una taza de whisky apareció en su mano y ella lamió los labios, bebió un sorbo. Era pura miel. No cerro la boca, y no tuvo necesidad de preguntar por un cigarrilho. El aparecio ya encendido en sus labios. Cerro los ojos y sintió el mundo hundirse debajo de los pies. Que era un cigarrillo de que el suelo tragó. Abrio los ojos y estaba caída de mollera al salón, con los tacones rotos. "Se empareja con mi corazón" dijo a nadie y se quedó dormida.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Caso perdido

Estou tão cansada
desses poemas sem sentido
que não servem pra nada
Sou um caso perdido



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Solidão

Sozinha, novamente
eu posso ouvir as paredes
que sussurram coisas verdes
aos monstros da minha mente

Solidão, minha inseparável parceira
é a unica que presencia
que cativa, feiticeira
minha pobre poesia...





segunda-feira, 9 de junho de 2014

Segunda- Feira

Ontem estava chovendo
Era uma manha de domingo
Nao te encontrei dormindo
E eu acordei chorando

Hoje o dia acordou nublado
E eu nao quis abrir os olhos
Por que nos meus sonhos
Eu dormia do seu lado

terça-feira, 25 de março de 2014

Chorando

Me segue uma nuvem
vai de leste a oeste
sempre que ela vem
Fico chovendo triste

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Saudades

Que delicia cruel
Leve como glacê
Gruda como mel
Mas não é doce


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Temperamento Tempestade

O Céu chora em desespero
A agua se arrasta pelo chão
Em silencio eu espero
Ouvindo o grito de um trovão


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Fleur-de-lis

Meu desejo incessante de ser melhor que meu amor
Me torna uma pessoa mesquinha ou muito pior?
Será que isso é minha florescente insegurança?
Ou meu antigo desejo de infância?
O de ser adorada eternamente.
Pare na minha frente
E me diz:
-Olá flor
"Fleur-de-lis"

terça-feira, 9 de abril de 2013

Azia

( escultura: A mulher agachada de Rodin)


Chama acende e sobe no rijume
Lixando, queima, como lima
Empina; veneno, chorume
Declina; sublime, sublima


quarta-feira, 6 de março de 2013

A coisa



Tem uma coisa aqui dentro de mim                                  
Vira e meche ela acorda
Eu acabo dando corda
Mas não devia ser assim

Essa coisa está aqui
Ela as vezes me incomoda
As vezes  não to nem ai
Mas hoje ela ta foda

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vida Margarida

"Vida, vida, triste vida, se me chamasse Margarida seria uma rima e não meu consolo
Vida, vida, triste vida sua tristeza em mim brota como flor no solo"

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ana Aléxia

Ana Aléxia se olha no espelho
Com a mão tira um fio de poeira
nos olhos as lagrimas e o vermelho
na face uma esquálida caveira

Invejando as mulheres belas
sua imagem era pura agonia
não era preciso radiografia
para ver suas costelas

Seu formato não seguia normas
em suas mão estranhas formas;
O que era um indicador
o que era um polegar?
Dedos finos sem pudor
afinando sem cessar

De longe pareciam dois palitos
Seus braços e pernas esquálidos
Ana Aléxia, em osso e coro
Como um palito de fosforo
estalando em brasas
Imagem sombria que escorraça
que ao queimar torna-se preto
subiu aos céus com suas asas
Deixando no mundo sua carcaça
Em formato de esqueleto

domingo, 6 de maio de 2012

Ó vida, ó céus

Viver, pelo que me contam
e ser levado por um rio
sozinho soturno e sombrio
Viver, pelo que me contam
é deslizar pelo ermo
com medo, com frio e enfermo

Sonhar, pelo que me contam
é necessário nessa vida
para secar cada ferida
e cada lagrima que aqui derramam

O meu grande medo
é que ao chegar no fundo
eu olhe para isso tudo
e não tenha valido a pena
Mas, ora, porque fazer cena?
Se eu só deslizo mundo a fora?
Não sou eu que decido se fico ou vou embora

terça-feira, 13 de março de 2012

Auto-avaliação

Adentrei minha cabeça
e não encontrei nada
Não há nada que não esqueça
dessa vida parada

Adentrei o meu peito
e encontrei um coração
o-abri e, com efeito
achei um monte de solidão

Adentrei a minha boca
e encontrei uma entrada
para a mesma cabeça oca
e para o peito sem nada

Minhas palavras, o que são?
De onde vem?
Não são razão nem emoção
Não são de ninguém

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Era tudo o que eu queria ouvir



I wish I could do better by you,
Cos it's that what you deserve.
You sacrifice so much of your life,
In order for this to work.

While I'm off chasing my own dreams,
Sailing around the world,
Please know that I'm yours to keep,
My beautiful girl.

And when you cry a piece of my heart dies,
Knowing that I may have been the cause,
If you were to leave, fulfill someone elses dreams,
I think I might totally be lost.

But you don't ask for no diamond rings,
No delicate string of pearls,
That's why I wrote this song to sing,
My beautiful girl.

-sem titulo-

Será que existe algo pior
do que eu sinto agora?
digo da boca pra fora
no teclado do computador

Estou escutando uma musica
que me deixa ainda mais triste
É que meu coração insiste
Nessa estranha física

Presa por mim mesma
Num labirinto da vida
me esgueirando a saída
na velocidade de uma lesma

O peito palpitante
e o olhar mareado
e você aqui do meu lado
mas ainda sim distante