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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Um romance e um guarda-chuva.

Pós ter feito seu comentário irónico, o homem, que era muito atraente deu um passo na direção das três. Suas feições mudaram, ele encarou as três por um segundo. Carol estava se sentindo patética. Não só patética, estava se sentindo um lixo fútil, porque não conseguiria mais xinga-lo vendo que era um homem tão bonito.
Ele saiu da sala. Carol Marina e Amanda se entreolharam. " Vou tirar as mordaça de vocês" disse Carol. Ela roeu o nó que prendia as duas até ele se soltar. Primeiro a Amanda depois a Marina. " O que você fez??" Amanda perguntou . " uma fuga" respondeu Carol sem grassa "Desculpe pessoal, eu nunca imaginaria. Como eles podem ter feito vocês de cúmplices? Vocês nem estavam participando da operação. Será possível que esses caras saibam algo sobre a nossa fixa?". "Hmmm" Amanda murmurou "Se soubesse, acho que não nos prenderiam.". Carol suspirou, ela realmente não estava gostando da situação " Como é que vocês foram prezas?? Quer dizer, onde vocês estavam?? Por que será que prenderam vocês?". "Bem" começou Amanda " Eu e a marina estávamos comendo chocolate no dormitório, porque estávamos sem sono, então eles entraram e acordaram mais agumas meninas. Eles nos tiraram de lá, como se não fosse nada, disserem que nossos pais tinham ligado, mas então quando saímos do prédio eles chegaram com as cordas, e a Mah bateu neles..." Carol parou e não conseguiu evitar o sorriso "Você bateu neles Mah?" Perguntou incrédula. " Sim né, o caratê um dia tinha que servir para alguma coisa!" Carol deu algumas risadas silenciosas e perguntou " E depois?". "Bem..." Continuou Amanda "eles eram três homens grandes e Marina era só uma, um deles ficou bem irritado quando a Mah começou a chutar eles na cara..." Carol interrompeu " Dai o tapa." "É" disse Marina abismada com o comportamento desses homens. " Em fim" finalizou Amanda "estamos aqui".Nesse momento ouve um barulho e as três se encolheram com o sobressalto. Era a porta rangendo e seis pessoas entrando : Uma mulher ruiva, um homem de terno risca-de-giz, outro homem com terno risca-de-giz, outro homem com terno risca-de-giz gordo,outro homem com terno risca-de-giz, outro cara usando risca-de-giz, e "o nosso homem" de risca-de-giz.
Eles entraram e encaram as meninas. " Onde estão os outro rebeldes?" Disse a mulher, que devia ter por volta dos 45 anos. "Que mané outros rebeldes!" Debochou Carol "A única rebelde aqui sou eu, essas duas entraram de gaiato minha velha." A mulher ruiva parecia furiosa. Ela pegou a espingarda e apontou para ela. "Não vai dizer??" ela ameaçou "Até diria. Mas minha mas está escrito na bibilha que levantar falso testemunho é feio. Quase tão feio quanto bater em mulher" Disse ela olhando para os três capangas que agrediram marina. Lá fora começou a garoar. A mulher baixou a arma e cuspiu as seguintes palavras " mortas vocês não tem valor nem um Vão ficar trancadas em cativeiro até abrirem o bico." e saiu da sala. Os capangas continuaram lá.
" Não se preocupem meninas" disse o gordo " Nos vamos visitar vocês" Ele jogou um beijinho repugnante e saiu dando gargalhadas junto dos outros. Menos o mais bonito de todos que parecia ser o chefão. Ele olhou um pouco para as três. " Bela surra que você deu neles" ele disse finalmente. E saiu.
Elas ficaram ali por um tempo indeterminado, e a chuva engrossava lá fora. E novamente a porta abriu era ele. O homem mais bonito e charmoso que já tinha pisado naquela escola " Pena que ele é mau" murmurou Amanda para Carol. Ele se aproximou delas. E se abaixou para desamarra-las. " Rápido, vocês não tem muito tempo" Ele disse olhando fixamente para a Marina. Ele ajudou ela a se levantar. Ela não disse nada. Amanda e Carol ficaram boquiabertas. " Peguem meu carro" Disse ele e entregou as chaves para marina " é o cadilaque azul petróleo." ele completou. "Não queremos" disse a Marina seria e entregou as chaves de volta. " Marina ficou doida??" Perguntou a Amanda "Como é que nos vamos voltar?" Marina não olhou para ela, continuou olhando fundo nos olhos do mafioso. " Daremos um geito" ela respondeu. Carol estava aguardando do lado da porta feliz e enciumada e confusa. Elas estavam saindo então o homem virou Marina para ele, segurando sei braços. Carol estava pensando que ele diria "fique aqui comigo" E Amanda podia jurar que eles iam se beijar. Mas eles só trocaram olhares. Até que Marina desviou. Parecia até que um lia o pensamento do outro eles partiram. Carol e Amanda murmuraram brincando "se você não quer, pode dar ele para mim!"mas elas sabiam que Marina era totalmente incapaz de dar uma chance para um homem mau. Mesmo que ele tivesse soltado elas. Soltado elas apenas e unicamente por causa da marina. Então elas foram até a antigo estacionamento o lá estava estacionado uma carruagem com motor. Que parecia um guarda-chuva e a Marina sabia pilotar. Carol e Amanda ficaram o tempo todo olhando para ela tipo " Se você continuar perfeita para sempre nunca vai ser feliz. Serio, arranja ele pra mim que eu ainda dou capaz de te pagar". Mas marina ignorava completamente os olhares e cochicho das amigas porque estava imersa em pensamentos. E assim então Marina e Amanda deixaram Carol em casa. Simplesmente isso
Fim

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A Revolução parte 2

Os três meses que se seguiram foram um tanto caoticos. As aulas eram normais. Os dormitórios que começaram como uma sala e alguns cobertores já tinham sido equipados com armários e beliches. Mas o resto, estava... Detestável. Os professores nunca podiam conversar com os alunos. Nem se quer os alunos podiam se comunicar entre si. Apenas na troca de sala e na hora de dormir.
E nem um tipo de manifestação religiosa seria permitida. Alguns poucos que tentaram, bem não se teve mais noticia deles.
Uma ou outra vez os irmãos podiam topar com os outros, no ginásio as vezes, mas se falassem com eles você se dava mal.
Não se sabia o porque de tudo aquilo... Mas se tinha um palpite: Lavagem cerebral.
Então, lá estavam elas: Marina, Amanda e Carolina. Três meninas tão diferentes prezas por um laço de amizade mais forte. Essa era aparte boa de ser preza. A parte ruim eram os muros altos com cerca eléctrica e os guardas armados que rondavam fora dos prédios.
Tudo isso por causa de alunos? Sim... Pessoas raivosas fazem mais do que um simples muro poderia separar.
O grande problema era que os alunos pequenos tinham falta de sua família, os grandes sentiam falta de suas casas e suas roupas... Mas um grupo de alunos, um pequeno grupo de alunos realmente não estava chateada com o mundo lá fora... Mas o que fizeram ali dentro. Não podiam destruído tudo assim... Até a árvore dos alunos, três gerações de alunos cuidaram daquela árvore tão linda... E ela não estava lá. Simplesmente não estava lá. Estavam revoltadas as três. Mas Mandy foi sempre muito pacifica, e Mah sempre muito racional. Já a Carol, ela não. Ela não tinha juízo. Ela queria agir, queria brigar. Ela queria uma revolução. Ela e seu grande amigo Heitor.
Heitor era um rapazote baixo, com sardas laranjas e cabelos ruivos olhos azuis quase cegos. Ele tal como Carol tinha o juízo deturpado. Sempre queria subir no galho mais fácil de quebrar, e se metia em briga muito facilmente, até mesmo quando o oponente era mais alto e forte e protegido. Ele era um escuteiro cheio de cartas na manga e sorrisos no rosto.
E eles planejaram sozinhos, uma fuga. Heitor conhecia o colégio muito bem, e sabia que eles não tinham cercado as margens do rio Belém. O difícil seria chegar até lá. Eles dariam um jeito.
Então em uma noite muito escura e fria eles decidiram colocar sua fuga em ação. Eles evacuariam os dormitórios das crianças menores, que eram as vitimas do governo, além de serem indefesas.
Foram sorrateiramente até lá, se esquivando pelas grandes árvores do bosque, se arranhando nas grimpas enormes que caíram dos pinheiros.
Eles tiveram a ajuda de dois meninos da quarta serie o Felipe e o Augusto Felipe. Que eram os irmãos mais novos de seus amigos Augusto e Felipe Augusto. Entraram lá, e foram o mais profissionais possíveis. Estava tudo correndo como o planejado. Até que Algusto Felipe notou pela falta de um dos aluninhos. "oh não!" exclamou Felipe "ele vai nos entregar". Heitor foi muito mais rápido do que a consiencia de qualquer pessoa ali presente, pegou a menina mais nova e meio alejada da turma no colo e gritou " Vamos rápido então!" e correu mais rápido do que suas pernas permitiam. O grupo de crianças foi seguindo ele como um rebanho de ovelhas que entrou em debandada. Carol ficou na retaguarda e quando estava prestes a sair do predio foi agarrada, por duas pessoas que ela não conseguia ver o rosto. Se despedio do grupo vendo eles desaparecerem na bruma da noite com fundo abafado de tiros. Foi levada para dentro do dormitório novamente. Ela foi amarrada e jogada no chão, e apenas um feixe de luz iluminava a sala. Ela estava bem no centro da clareira, e ela escutava passos vindo do breu.
" Canalha maldito, patife imbecil!" ela praguejava. " Ora mas que menina mais irritada" ela escutou uma voz masculina. " Que tipo de gente vil deixa crianças trancafiadas sem a permissão dos pais?" ela sacudiu a cabeça " E fuzila elas ainda por cima, pelo amor de Deus!!" Ela escutou um ruído de gaveta abrindo " Alguém que é bem pago". Ela se irritou esperneou e murmurou algo em espanhol " Seu desgraçado, eu te mato!! Como é possível que alguém apoie uma causa tão idiota??" ela escutou um barulho de arma sendo carregada " Quer me matar? Tente." ela manteve a postura e rosnou " Vamos lá atire seu canalha, eu devolvo o chumbo a cuspida" Mas então alguém abriu a porta e a luminosidade entrou na sala. E amordaçadas e também, amarradas, Marina e Amanda foram depositadas ao seu lado. Amanda estava com os olhos lacremejados e uma expressão de pânico. Marina estava com uma cara confusa, e tinha uma marca de tapa no rosto. " Vai ter chumbo para as três?" A voz disse irónica. " Não! Não, por favor não atire, não nelas! Ei cara você é italiano não é? Não era para você gostar de católicos??" Ela se embaraçou. Ela preferia morrer deis vezes do que ver elas amarradas ali. E por sua causa: MEU DEUS DO CÉU elas estavam ali por sua causa. " Vocês cometeram um erro, elas não tem nada a ver com isso solte-as!!" mais passos se manifestavam nas sombras, e saído dela um homem alto de ombros largos, cabelos castanhos olhos verdes, barba por fazer, usando um terno risca-de-giz, sapatos pretos e lustrosos e um chapéu combinando com o terno virado de lado disse com a voz conhecida " é claro que não são" E voltou a fumar seu charuto.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A Revolução parte 1

"Dominicanos, Franciscanos, Jesuítas, Carmelitas, Beneditinos, Redentoristas, Caputinos, entre outros"

Ela acordou, se arrumou, pintou os olhos com lapis de olho e rimel como de costume no primeiro dia de aula. Colocou o uniforme camiseta: azul marinho escrito " medianeira" , calça jins, e tennis all star, com suas clássicas meias listradas compridas. Brincos pequenos e discretos. Deu um beijo no pai e outro na mãe. Sua irmã mais velha estava dormindo, pois só teria que ir para a escola mais tarde, ela não estudava no medianeira, então decidiu deixar ela dormindo. Levou a irmã mais nova para o ónibus como sempre, esse ano a pequena achava que não precisava mais da mãe para leva-la até a sala.
No ónibus pensava o quanto esse ano seria diferente sem sua amiga Alice. Alice era ateia, mas toda vida estudou na escola Jesuíta com ela. Era uma boa amiga. Tinha um sorriso radiante, e estava sempre por dentro das noticias mundiais. Porém esse ano Alice fora para o CEFET, ela sempre foi a mais estudiosa da turma.
A escola era longe do resto da cidade, era na região metropolitana. Antes ali por perto está uma região cheia de ferros -velhos, pequenos barracos e por ai vai... Mas agora estava tudo tão deserto.
Quando chegou na escola não notou muita diferença. De inicio. Sua escola sempre foi muito grande. Era maior do que uma chacara. Tinha três bosque gigantes, um deles sempre foi proibido porque ela uma mata fechada com capivaras e ali por traz passava um rio muito famoso da cidade. Tinha três grandes "prédios" . O dos pequenos ( primeira a quarta serie) era uma linda construção colorida, com salas iluminadas, e um grande pátio cheio de brinquedos. O dos médios (quinta e sexta serie) era um prédio azul e branco que ficava do lado do anfiteatro, era a transição de criança para adolescente. E finalmente lá isolado do resto estavam as sétimas e oitavas series e o ensino médio. Em prédios grudados porem distintos. Construções caóticas porem esteticamente bonitas.
Todas as salas com piso de madeira, grandes quadros negros e carteiras bem grandes e individuais.

Porem o queixo dela caiu quando foi levar a irmã mais nova para a sala. Onde estava o túmulo do fundador?? Não estava lá!! E a capela estava com a porta fechada com tábuas pregadas, não podiam-se ver nem mesmo os vitrais. Ela deixou a irmã sob os cuidados da professora que um dia já fora sua, e correu para o ensino médio onde estudaria agora. Conforme foi subindo notou que todos os simbulos religiosos aviam sido retirados. Mas estranhamente, a casa dos padres continuava lá. Intacta.
Ela encontrou na estrada do prédio suas melhores amigas que ainda estavam lá a Amanda e a Marina. Amanda era descendente de Japoneses, tinha os olhos negros grandes e amendoados, cabelos negros e grossos que iam até há cintura mesmo quanto presos. Os cabelos dela eram lindos, brilhantes e muito saudáveis.Ela tinha com certeza a bunda mais linda das três, e era a melhor dançarina.Amanda não gostava de se meter em confusão, ela era a mais pacifica também. E a Marina que tinha a pele pálida como da neve e lábios rosa, cabelos e olhos castanhos e a voz de um anjo, era amais alta conhecida como miss perfeição porque nunca tinha feito nada na vida que não estivesse com razão, seu único defeito era ser irredutivel. Ambas tinham um fizico invejável pois eram as melhores jogadoras de volei da escola deis de a quinta serie. " Carol!!" Exclamaram as duas e foram ao encontro da menina. Marina e Amanda já tinham feito seus aniversários de 15 anos durante as ferias, e essa fora a ultima vez que elas se viram antes das aulas começarem uma vez que festejaram juntas. O plano delas era uma viajem.
As meninas se abraçaram durante um tempo alegres por finalmente se encontrarem, e tristes por Alice não estar lá.
"Viram o que aconteceu lá em baixo??" exclamou derrepente Carol " Eles destruíram tudo cara!". Ela estava tão revoltada, ela tinha passado os melhores tempos da infância dela em frente aquele túmulo. E tinha feito a primeira comunhão naquela capela, junto da Marina. Amanda era meio budista. Marina era católica apesar de também acreditar em certas crenças espíritas. Ela tinha feito primeira comunhão junto da Carol naquela capela, e ficou chocada quando soube.
As três adolescentes foram correndo para o ensino fundamental ver o que mais tinha acontecido. E foram chamadas inesperadamente por um auto falante cujo nunca tinham escutando antes, para que todos os alunos do ensino médio se dirigissem ao teatro imediatamente. O teatro era gigante feito todo de madeira e tinha espaço para umas 300 pessoas
mas todos os vitrais foram cobertos por uma lona preta que fez com que a sala ficasse muito escura., iluminada apenas pelos holofotes do palco.
Lá dentro elas encontraram colegas cujo conviveram quase que diariamente no decorrer dos últimos nove anos . Pessoas que elas confiariam a vida, outras (uma minoria) cujo elas realmente não tinham o menor enterece em criar simpatia.
Todos os alunos ( que apezar de ser toodo o ensino medio não eram em numero tão grande) Murmuravam entre si. Até que uma sombra fantasmagoria sugio no palco. Com um microfone na mão e uma pracheta na outra. "som som" Ela dizia " Então queridos alunos, apartir do dia de hoje o ano letivo de vocês comessa. E também apartir de hoje, essa escola passa a casa de vocês."
Ouve uim grande agito nas arquibancadas "Seus quartos já foram providneciados" ela continuou "terceiro ano durmira na antiga casa dos padres, junto dos cordenadores e professores. O segundo ano durmira nas salas 2 e 1 da 7°serie e o priemiro ano nas salas 3 e 4. Seus novos uniformes estão sendo mandados para lá, assim como seus materias."

E a sobra simplismente abandonou o palco. Deixando todo o ensino medio da escola pasmo.

O Rezort

Estavam as duas mulheres sentadas em suas cadeiras inflaveis no meio da piscina do rezort 5 estrelas. Uma era alta ruiva e com jeito de italiana, as cochas tão grandes que afundavam a boiá, na faixa dos 45. A outra baixa de cabelos castanhos e olhos verdes, também gorducha porem mais bem distribuída, 40 anos.
Conversavam sobre as viagens que teriam feito para os estados unidos há pouco tempo e pareciam bem descontraídas.
Já em compensação a jovem que acabara de retirar o roupão do outro lado da enorme piscina não parecia tão calma. Está era meio baixa para há idade, +- 14 anos, tinha cabelos castanhos curtos, lindos olhos furta-cor, um corpo impecável cintura fina (finíssima alias) ancas largas e glúteos duros, seios empinados de tamanho considerável, e postura de actriz. Estava com a pele bronzeada, e os joelhos ralados como sempre.
Ela entrou na piscina olhando bem para as duas meninas que brincavam na piscina do lado; uma era sua prima e a outra era sua irmã. Depois olhou para as mulheres no centro da piscina. Uma era sua mãe e outra era casada com o primo de seu pai, porem era mais próxima do que qualquer outra tia.
" Mão você deveria tomar mais cuidado" Disse ele solenemente "Você sabe dos desaparecimentos. E você também tia, sobre tudo por que a Leticia e a Bia vão entrar na catequese esse ano"
"Bobagem" Disse a tia "Não podem fazer nada com elas. Acha que o governo vai fazer o que? Trancar as duas na escola?"
"Bem..." A menina fraquejou.
"Fique calma filha" Disse a outra " Não estamos passando por nem uma revolução russa"
Com certeza eram duas famílias muito ricas que nunca correriam risco nem um na vida, nem mesmo se a decisão do governo de abolir todo tipo de educação baseada em catolicismo, deis dos jezuitas até os franciscanos. Os jornais usavam o termo "reforma" mas as pessoas inteligentes (0,5% da população) sabia que significava proibição. Mas todos estavam muito confortados para levar a hipótese "tentativa de lavagem cerebral" a serio, afinal, mexer na educação faz parte da tarefa do governo certo? Não. Mas isso pouca gente sabia.
Então as ferias passaram rápido como todo ano.
Na primeira noite antes do primeiro dia de aula estava na hora de arrumar e separar o uniforme para o dia seguinte. Porém, como a família da menina sabia que esse novo plano do governo cheirava estranho disse para ela: Leve em uma pequena bolsa tudo que achar útil. Ela não achou que os pais estivessem mesmo falando serio, uma vez que achava que eles nunca suspeitaram de nada. Ela levou os seguintes objetos:
* Sua antiga colação de tazos
*Uma caneta tinteira
*Balas coloridas
* Um livro literário, onde tinha escondido diversos versículos da bíbilha e antigas orações.
E como sempre no pescoço trazia seu terço, mas deste ela nunca se separava.
Rezou uma Ave-Maria e um Pai-Nosso, agradeceu a Deus tudo que ela tinha e não merecia, e tudo que ela ainda ganharia e não merecia. E foi dormir com os anjos.
Só até as 6 da manha