quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A verção em ingles

Na verdade foi a primeira canção em ingles que eu compus na minha vida

Foi durante o banho e partes da musica foram (desculpe a expresão infame) por água a baixo.Então aqui estão as pequenas partes que eu lembro

I don’t know if you can hear me
Or if you know my name
I just know: I love you much
And I see you everywhere
Doesn’t matter if you don’t love me
I know it is just a dream
But I prefer believe in an dream than to accept an nightmare
I know we don’t goanna getting married
But can you please hold my hand?
I know everything about you
It doesn’t matter?
I know you’re doesn’t perfect
But are perfect for me
We were made an each other
Oh my god, why can’t you see?
I know youve fallen love with other woman
And she do for you watt you do for me
But if this woman make you cry
I swear
I ill make she die

"Eu sou brasileira...

...Não desisto nunca"

Em todos os lugares que você veja um discurso cliché sobre o amor você vai escutar "você tem que batalhar pelo que se ama"

Bem eu faço meu máximo a exactamente 3 anos e 2 semanas, que estou , irremediavelemente, apaixonada por um cara. Este, meus caros leitores, vocês já conhecem...

E toda manhã eu escrevo uma poesia para ele, toda noite uma melodia, semanalmente faço uma tentativa de esquece-lo e mensalmente uma em conquista-lo.
Ah essa é boa: Nos dias úteis (de segunda á sexta) pesquiso tudo possível sobre a vida dele (endereço, emprego da mãe, cor favorita, pintura do quarto) essas foram as primeiras que eu descobri...A 3 anos atraz.

E aqui vai mas uma ode ao meu amor:

Eu sei que eu não tenho a menor chance
De ser alguém para você
Sei que não tenho a chance
De conseguir te esquecer

Sou muito nova, sou muito inocente
Eu acabei falando de mais, e perdi você para sempre
Sou burra e inconsequente
Perdi a chance que nunca tive, mais perdoe uma menina carente

A culpa não é sua
Mais não é minha também
São apenas quatro aninhos
que mal tem?

Você dizia
"Já aconteceu comigo uma vez"
Você não sabe o mal que isso me fez
"Quem poderia ser capaz de te desprezar?"
Acho que você nunca esteve no meu lugar
"As garotas que um dia gostei"
E com essa informação me calei.

Sei que não é perfeito
Sei que é até idiota
Mas para mim não é defeito
Para mim nada mais importa.

Ela não foi a primeira e nem será a ultima na sua vida

Mas eu prometo:

Se essa garota te fizer sofrer
Ah eu prometo, eu prometo
Ela ira morrer. (Èh ela ira morrer)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Todo mundo se acha, e no final ninguem se dá bem!!

Eis aqui uma grande obra: "Todo mundo e ninguém". Há cinco séculos em Portugal, Gil Vicente teve a grande ideia de colocar personagens com nome de "todo mundo" e "ninguém".Foi então que o genio dos genios, Carlos Dummond de Andrade adaptou. Que obra esplendia essa que passo. Façam bom proveito.

Carlos Drummond de Andrade

(Auto da Lusitânia, de Gil Vicente)



Ninguém: Tu estás a fim de quê ?

Todo Mundo: A fim de coisas buscar
que não consigo topar.
Mas não desisto, porque
O cara tem de teimar.

Ninguém: Me diz teu nome primeiro.

Todo Mundo: Eu me chamo Todo Mundo
e passo o dia e o ano inteiro correndo atrás de dinheiro,
seja limpo ou seja imundo.

Belzebu: Vale a pena dar ciência
e anotar isto bem, por ser fato verdadeiro:
Que Ninguém tem consciência
e Todo Mundo, dinheiro.

Ninguém: E o que mais procuras, hem?

Todo Mundo: Procuro poder e glória.

Ninguém: Eu cá não vou nessa história.
Só quero virtude...Amém.

Belzebu: Mas o pai não se ilude
e traça: Livro Segundo.
Busca o poder Todo Mundo
e Ninguém busca virtude.

Ninguém: Que desejas mais, sabido?

Todo Mundo: Minha ação elogiada
Em todo e qualquer sentido.

Ninguém: Prefiro ser repreendido
quando der uma mancada.

Belzebu: Aqui deixo por escrito
o que querem, lado a lado:
Todo Mundo ser louvado
e Ninguém levar um pito.

Ninguém: E que mais, amigo meu?

Todo Mundo: Mais a vida. A vida, olé!

Ninguém: A vida? Não sei o que é.
A morte, conheço eu.

Belzebu: Esta agora é muito forte
e guardo para ser lida:
Todo Mundo busca a vida
e Ninguém conhece a morte.

Todo Mundo: Também quero o Paraíso,
mas sem ter que me chatear.

Ninguém: E eu, suando pra pagar
minhas faltas de juízo!

Belzebu: Para que sirva de aviso,
mais uma transa se escreve:
Todo Mundo quer Paraíso
e Ninguém paga o que deve.

Todo Mundo: Eu sou vidrado em tapear,
e mentir nasceu comigo.

Ninguém: A verdade eu sempre digo
sem nunca chantagear.

Belzebu: Boto anúncio na cidade,
deste troço curioso:
Todo Mundo é mentiroso
e Ninguém fala a verdade.

Ninguém: Que mais, bicho?

Todo Mundo: Bajular

Ninguém: Eu cá não jogo confete.

Belzebu: Três mais quatro igual a sete.
O programa sai do ar.
Lero lero lero lero,
curro paco paco paco.
Todo Mundo é puxa-saco
e Ninguém quer ser sincero!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

no fundo do copo, abraçando uma azeitona

Existem certas pessoas
Que destróem a nossa vida
Pessoas tão boas
que nos animam a continuar

Já não há saída
Nossos corações
Fingem que não sentem a ferida

Nós choramos
Nós rimos também
Pensamos
Que esta tudo bem

Sabemos que são como nós
Mas os chamamos de deuses
Distorcemos os fatos
Nos sentimos sós
Nos humilhamos tantas vezes
Que nos imaginamos como ratos

E eu sendo um rato modesto
Não consigo odiá-lo
E cada vês mais me detesto
Por ser a única coisa que me separa dele
Dele que me destrói
Dele que me renova
E essa humilhação me corrói
Meu coração chora
A razão para
E aumenta ainda mais a nossa tara

Por esses malditos deuses
Que nos transformam em ratos
Benditos deuses dos ratos

Que eu amo tanto...